O Setembro Amarelo amplia o debate sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Além de falar sobre o tema, é importante saber identificar mudanças que podem indicar sofrimento intenso e conhecer formas adequadas de oferecer apoio.
O suicídio é um fenômeno complexo e não pode ser atribuído a uma única causa. Aspectos psicológicos, sociais, familiares, culturais e ambientais podem estar envolvidos, assim como situações de perda, violência, dificuldades financeiras, desemprego, conflitos familiares, doenças graves e isolamento social.
Quais sinais merecem atenção?
Algumas mudanças de comportamento podem indicar que uma pessoa está atravessando um período de sofrimento e precisa de atenção.
Entre os sinais destacados estão:
manifestações frequentes de desesperança ou falta de perspectiva;
falas relacionadas à morte, ao desaparecimento ou à vontade de não existir;
isolamento e afastamento de familiares e amigos;
tristeza intensa ou mudanças importantes de humor e comportamento;
sentimentos de culpa, inutilidade ou de ser um peso para outras pessoas;
redução dos cuidados pessoais;
mudanças significativas no sono, alimentação ou rotina;
despedidas inesperadas;
aumento do consumo de álcool ou outras substâncias;
mudanças bruscas de comportamento após um período de sofrimento intenso.
A presença isolada de um desses comportamentos não significa necessariamente que exista risco de suicídio. No entanto, mudanças significativas associadas a sofrimento intenso devem ser observadas com atenção.
Como ajudar uma pessoa em sofrimento?
A primeira orientação é oferecer espaço para que a pessoa possa falar sobre o que está acontecendo, sem julgamentos, críticas ou comparações.
Também é importante evitar minimizar o sofrimento ou tentar apresentar respostas prontas para uma situação que pode ser complexa.
Quando necessário, a pessoa pode ser incentivada a procurar psicólogo, psiquiatra ou outro profissional de saúde. Familiares e pessoas próximas também podem auxiliar nesse processo, inclusive acompanhando a busca por atendimento.
O apoio não precisa terminar após uma primeira conversa. Manter contato e observar a evolução da situação também pode ser importante.
E quando existe risco imediato?
Diante de uma situação de risco imediato, a orientação é não deixar a pessoa sozinha e procurar atendimento de emergência ou um serviço de saúde.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) disponibiliza apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, com atendimento 24 horas por dia.
Serviços de saúde e de emergência também devem ser procurados quando houver risco iminente.
Informação também faz parte da prevenção
Reconhecer sinais de sofrimento, saber como abordar uma pessoa e conhecer os serviços disponíveis contribui para que situações de risco não sejam ignoradas.
A prevenção do suicídio exige uma abordagem ampla, com informação adequada, escuta, acompanhamento profissional e acesso aos serviços de saúde mental.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6) – Seção de Saúde Mental e Serviço Social.
Leia o conteúdo completo em: https://www.trt6.jus.br/portal/noticias/2026/09/08/setembro-amarelo-2026-temluznofinaldotunel














